Arripiado, com vista para Tancos, ontem à tarde
Após a publicação do Decreto Lei 6/2001, que criou a actual estrutura curricular do ensino básico e abriu as portas à insanidade curricular, com o aplauso de muitos teóricos do currículo, seguiu-se a aprovação de um conjunto de documentos curriculares que tiveram como objectivo desvalorizar a importância dos conteúdos, substituindo-os pela noção vaga e imprecisa de competências. Entre os documentos que reforçaram a insanidade curricular, figura, à cabeça, o texto "Ensino Básico: Competências Essenciais". O despacho 9590/99 de 15 de Maio, sobre projectos de gestão flexível do currículo, constituiu, também, uma peça fundamental no aprofundamento da insanidade curricular. Mas, o movimento de insanidade curricular já vinha de trás e atravessa as políticas educativas do PSD e do PS. Veja a este propósito o insano documento do ME, datado de 1998, titulado "10 medidas de revisão curricular".
Voltarei, em breve, a esta questão porque é aqui que radica o início da destruição da escola pública. Esse processo de destruição tem autores, tem uma génese e uma história. Esses autores têm estado ao serviço quer do PSD quer do PS. Nunca largaram os corredores do poder.Foram esses autores que nos conduziram até aqui: à burocratização do acto educativo, à confusão curricular reinante e à substituição do essencial pelo acessório e superficial.
2 comments:
26 de Abril de 2008 13:31
Meus Senhores não haja ilusões:
O Estatuto do aluno do unificado e Secundário é uma monstruosidade
( Daniel Sampaio) um factor de criminalidade, delinquência e ileteracia!
O ECD é é o enforcamento e fusilamento do 1º D ( Democarcia do 25 de Abril).
Morreu a Escola Democrática.
O País aborregou ( rebanho de borregos) diz Saramago!
26 de Abril de 2008 14:32
Concordo a 100%. A luta dos professores não é só contra o modelo burocratico de avaliação de desempenho e a divisão dos professores em duas categorias. É também a luta pela liberdade e pela democracia nas escolas.
Ramiro
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