Debandada


Mais de 11.600 funcionários públicos vão reformar-se nos primeiros sete meses deste ano, mais 4,5 por cento do que o registado em igual período de 2007, segundo a lista de aposentados hoje publicada em Diário da República. Leia mais no Publico Online.

A maior percentagem dos novos reformados, trinta por cento, pertencem aos quadros do Ministério da Educação. No dia 8 de Março, 200 mil professores gritaram nas ruas de Lisboa, assim não se pode ser professor, e a profecia cumpre-se: não se pode mesmo. Os professores abandonam a profissão porque se tornou impossível ensinar. Sujeitam-se a cortes na aposentação de 30%, mas saem porque há muitos que não aguentam. A faixa etária mais sacrificada foi a que entrou na profissão em 1974 e 1975. Estou a referir-me aos professores dos 2º e 3º CEB e do ensino secundário porque as professoras do 1º CEB que entraram por essa altura conseguiram sair sem penalização. Os primeiros viram-se, de repente, obrigados a trabalhar mais 10 anos do que aquilo que estava previsto.

5 comments:

  Anónimo

10 de Junho de 2008 08:26

Até ao momento, todos os colegas com quem tenho falado me dizem estar fartos do ensino, nunca pensaram chegar a esta situação e que, se lhes fosse possível, iam embora já!
Devo dizer que partilho do mesmo sentimento.

  ramiro

10 de Junho de 2008 08:38

Quase todos partilham.

  Maria do Carmo Cruz

10 de Junho de 2008 09:08

Vejo a entrada de um fundo túnel, escuro como bréu, onde dificilmente se lobrigará uma luz, a não ser com olhos modernaços. Ó Ramiro, eu detesto essa palavra! Sei que a usa como uma espécie de insulto, mas mesmo assim, faz-me embrulhar as tripas. Quase que me apetece fazer um auto-de-fé e... era uma vez os modernaços! Mas este apanorama é deprimente. Sai quem pode, fica quem não pode sair. Não auguro nada de bom e nem preciso de bola de cristal, nem cartas, nem tarot. É só abrir os olhos. Pobre Portugal!
Avó Pirueta

  lobo

10 de Junho de 2008 17:02

Tudo isto revela o país justo que alguns aplaudem.
O país está transformado num imenso casino, tal como pude observar no Casino Lisboa, em Macau, há uns anos atrás. É assim: existem os donos do Casino que o dirigem e governam-se; existem salas de jogo em que, por vezes, alguns são contemplados e outros perdem tudo; existem os corredores onde as "meninas" fazem pela vida,alimentando a fantasia de alguns, o que é sempre conveniente. Como anexo, temos as casas de penhores para os desafortunados...
E isto é apenas uma visão muito "soft" e sintetizada da coisa.

  Anónimo

10 de Junho de 2008 22:03

Na minha escola são muitos e muito bons. Se a ministra se preocupasse minimamente com a qualidade da Escola estaria preocupada, assim está feliz: mais um objectivo cumprido.

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